Processamento de dispositivos médicos evolui e traz benefícios para a população
O processamento de dispositivos médicos é uma prática bastante utilizada há anos nas entidades de saúde. Ele transforma um produto já usado em um material estéril e seguro ao reuso. O histórico nos demonstra claramente uma grande evolução quanto às seguranças técnica e legal apresentadas no Brasil. Elas são provenientes de normas internacionais, de estudos científicos e principalmente, do envolvimento atuante da ANVISA. É claro, contando com a participação de instituições de saúde pública, privadas e de empresas processadoras.

Saiba mais sobre o processamento de dispositivos médicos
Na década de 1980, o processamento de dispositivos médicos era amplamente realizado no país, mas carecia de regulamentação própria. Atualmente, existem as resoluções RDC 156, RE 2.605, RE 2.606, de 11 de agosto de 2006, e a RDC 15, de 15 de março de 2012, que definem diretrizes para o processamento de dispositivos médicos seguro.
Também há a Portaria Interministerial 482, de 16 de abril de 1999, a qual disponibiliza regras bastante claras e exigentes quanto à esterilização por óxido de etileno, o que conserva esse processo esterilizante no Brasil como o mais seguro ao se tratar de baixa temperatura e mundialmente conhecido como “Gold Standard”, Padrão Ouro.
Os benefícios do processamento de dispositivos médicos são extremamente relevantes. A redução do custo da saúde e a preservação ao meio ambiente são alguns deles. Porém, o mesmo deve ser feito com responsabilidade e segurança, seguindo as normas vigentes. Para hospitais que realizam o processamento internamente, é importante ter uma equipe qualificada e auditorias constantes em todas as etapas do processo; além dos equipamentos necessários para garantir a funcionalidade e a descontaminação dos produtos reaproveitados.